sábado, 16 de fevereiro de 2013

A crise da felicidade

“Nenhuma empresa, por mais sólida, admirada e moderna que seja, está imune à
crise. Esse princípio básico da administração de crise, mesmo repetido e mais do
que evidente, ainda continua esquecido por muitas organizações”. (João José Forni)

Bem, não vou discutir neste texto princípios da Administração. Mas podemos aprender com ela. Afinal, administramos diariamente a nossa própria vida.

Vivemos em tempos de felicidade plena. Não! Não estou louca! A felicidade está em todas as fotos do Facebook, nas atualizações diárias dos status, nos comentários no trabalho, nas revistas de celeridades (sim, pois que são céleres as suas "famas").

Com isso, digo-lhes que a felicidade está em crise.

Agora minha sentença de desvairada pode ser decretada? Por certo que não!

Vejamos: por trás de toda história de felicidade há uma outra de batalha, de dramas, de perdas e, consequentemente, ganhos.

Para lograrmos momentos (friso a palavra, pois que de momentos felizes se vive) de alegria, tivemos de enfrentar monstros, internos e externos. Isso porque a felicidade é uma conquista, um prêmio, ousaria, àqueles que não se resignaram no fundo do poço.

Porém, este prêmio não é como aquelas medalhas de natação que podemos pendurar no quarto. Sentimos orgulho dele, pois bem. Mas é algo transitório, quase como uma essência perfumada que nos traz um sorriso no rosto, brilho nos olhos e 'encantamento' pelos demais.

E como a essência, a felicidade passa depois de um certo tempo. 

Ainda bem que outros frascos existem para serem desfrutados. Entretanto, há os que são falsificados. É a felicidade aparente. Possui a mesma capa do refinado perfume francês, porém a essência é álcool puro.

Essa é a felicidade plena que encontramos em demasia nas redes sociais. Há uma preocupação em ser feliz, bem-sucedido, quase a levar uma vida 'perfeita'.

  Contudo, tenho uma verdade a compartilhar: não dá para ser feliz assim!

Por maior que seja a modernidade e a atualização das tecnologias, ainda não há qualquer equipamento que substitua as conquistas para se alcançar uma vida plena.
 Acredito, para não me acharem com ar de pessimista, que chegaremos lá. Mas ainda teremos um longo (e cheio de obstáculos) caminho a percorrer.

Ah! E para os que pensam em encher os frascos de felicidade com água, quando esta estiver se esvaindo, fica a dica: do mesmo jeito que não funciona com os perfumes, não funcionará com a sua vida.

A alternativa é arregaçar as mangas, agarra-se a um novo objetivo que a leve ao prêmio (ao Channel nº 5 de cada uma) e nunca, sob hipótese alguma, desistir de se perfumar com a essência da felicidade (mesmo que os frascos sejam pequenos e delicados a ponto de se quebrarem com facilidade em caso de possível alvoroço).

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Os Miseráveis: (ainda) somos nós

Na bilheteria de um cinema brasileiro:

Endie: Uma inteira para Os Miseráveis, por favor.


Bilheteiro: Moça, é um musical, viu? (com olhar meio apreensivo)


Endie (meio confusa): Eu sei. Na verdade é a segunda vez que estou vendo. 


Bilheteiro: Ah, estou avisando porque fui orientado.


Endie: ...


Bilheteiro: É que algumas pessoas pediram a devolução do ingresso porque não sabiam que era um musical.


Endie: =O


Pensamento na volta para casa: Muitos brasileiros, infelizmente, (ainda) não estão preparados para assistirem a uma produção além das porradas, peitos siliconados, histórias vazias e efeitos especiais dos cinemas enlatados.


Os estereótipos são a base da vivência humana.


O da mulher gostosona (que é "melhor" do que a sua namorada, mesmo sendo quase 1% original de fábrica).


O do homem toradão (que parece só enxergar as máquinas de malhar braços na academia).


O da loira burra.


O do Nordestino.


O do gay.


O da fofoqueira.


O do gordo.


O da religiosa.


E poderia seguir com vários exemplos aqui. Mas não vou me estender. Não quero pôr lenha na fogueira. Na fogueira das vaidades mesmo, pois sei que são bastante delicadas.


O que me surpreende (num hall quase infinito de surpresas diárias, admito) é no que a estereotipagem se transformou; apesar de saber que sempre houve a necessidade humana de definir coisas e pessoas (como numa espécie de fixação para confirmar a sua própria existência).


Digamos que o estereótipo e a definição tornaram-se irmãos siameses. E isso é um tanto perigoso. Tanto quanto dizer que Nietzsche era um cristão fervoroso (perdoe-me, oh filósofo, mas tive que apelar devido à gravidade da situação!).


Limitar alguém pela sua maneira de vestir, de se comportar em determinado lugar, de comer ou de falar é ser infeliz. Evoco a infelicidade como uma busca pelo incômodo no peito mesmo. Afinal, nada pior do que ser posta numa lata de sardinhas porque alguém quer te ver assim.


Definir um ser humano é, para mim, quase impossível. Para a maioria das pessoas não o é. Afinal, bastam poucos segundos de olhadas (de cima para baixo, de lado a outro) para algum(a) colega seu/sua fazer um resumo de quem é o desconhecido.


Acho que fica mais fácil encaixar em padrões do que se deixar intrigar, aventurar-se em conhecer melhor o outro. Não num sentido psicanalítico, mas amigável mesmo (juro que as minhas intenções são as melhores - mesmo quando pisam com bastante força no meu pé).


O limite pulsa nas artérias como o oxigênio que nos mantém vivos. O nosso limite, as nossas barreiras, nos impõe quase uma obrigação moral de encaixotar o outro.


Afinal, por que ser mais do que meus olhos poderiam ver? Ou minha mente tão brilhante (quantos não acreditam nisso?) poderia pensar?


E sabe o que é a grande catástrofe (sem querer ser Maria do Bairro, mas já sendo) disso tudo? É ver que as pessoas "compram" o que outros vendem delas mesmas.


Não, espera! É melhor tirar as aspas porque o negócio está tão sério que o correto é tirá-las.


Então, as pessoas compram o que os outros vendem delas mesmas.


A compra se realiza por dinheiro, por troca de participações em grupos, por carência e por uma lista quase infindável de desculpas tristes que ampliam a cada dia.


Pare, Endie! Pare esse discurso miserável de que não temos opção de sermos quem somos, porque...


Não! Calma aê! Eu não disse que o mundo está perdido para sempre e que seremos servos de nossas próprias mentes rotulantes! Nem disse que os Maias erraram o fim do mundo e ele deve chegar em algumas semanas!


O que quero deixar claro (e trazer à baila) é o fato da nossa sociedade deixar-se render pelo encurtamento do pensar. É mais conveniente e cômodo não refletir. Afinal, por que comprar o trigo, o fermento, o sal, o molho, etc. se é muito mais fácil (e aí mora o perigo) levar a comida congelada (e reparem que são quase naturais e nem contêm glúten! ... Sei, sei!)?


A facilidade de não exercitar os neurônios (que andam se digladiando com tanta força dentro de milhares de mentes fracas que encontramos por aí, ao nosso lado ou na mídia... ah, essa é muito boa mesmo de espalhar o vírus da estereotipagem!) é tentadora!


O que é mais fácil a gente leva (sem devolução) por conta da tal falta de tempo. Não é mesmo?


Infelizes daqueles que fazem do Big Brother Brasil (só para citar um exemplo de estagnação cerebral) parte de suas vidas felizes (?).


Isso porque é melhor observar o outro escovando os dentes ou pegando fulano na festinha promovida pelos patrocinadores (vociferantes pelo seu poder de compra) do que se encontrar com os seus próprios neurônios perdidos nessa batalha diária pela sobrevivência.


Começo a acreditar que os miseráveis da história não são os de Victor Hugo, mas os nossos conterrâneos da era bost-moderna. (É bost mesmo, aos que poderiam pensar que errei no toque do notebook! Até porque "p" e "b" ficam distantes e não haveria como não ter intenção de satirizar). 

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Desafio Literário

A amiga Katiane Monteiro indicou-me para receber o selo literário e para participar do seguinte desafio: 

  • Citar o nome e o link de quem te indicou;
  • Indicar no mínimo 02 livros que gostou de ler em 2012;
  • Listar no mínimo 3 livros que deseja ler em 2013;
  • Oferecer esse selo para 10 pessoas.
Nota : não há limite de livros para serem indicados

À amiga o meu muito obrigada. 

Adoro ler, mas não tenho lido o tanto que queria. Por pura falta de organização de minha vida. Acabo lendo muito mais pela Internet (não livros, mas matérias, textos em geral) do que pelo velho e bom livro de papel.

Esses livros eu li em 2012, um ano até bem proveitoso em relação aos anos anteriores:

1) Água para elefantes (Sara Gruen) - Um romance com nuances de drama e suspense. Nada pesado. Mas bom para os dias de chuva. Melhor do que o filme. 


2) O monge e o executivo (James C. Hunter) - Um clássico dos livros de autoajuda. Todas as lições já são conhecidas. Sabemos o que é certo, o que não devemos fazer da nossa vida. Mesmo assim, ainda é uma leitura válida.


3) Anjos e Demônios (Dan Brown) - Falar de Dan Brown é não precisar se estender.


4) Mulheres de sucesso querem poder... amar (Joyce Moyses) - Autoajuda feminina é sempre bom, mesmo que seja para dar algumas risadas.


5) Por que os homens se casam com as manipuladoras (Sherry Argov) - Reli para ver se "acordava" para algumas lições.


Comecei alguns, comprei outros, e em 2013 as expectativas são essas (ao menos por enquanto):


1) O corcunda de Notre Dame (Victor Hugo)


2) O Silmarillion (J.R.R. Tolkien)


3) La délicatesse (David Foenkinos)


4) Lady Susan (Jane Austen)


5) Os últimos soldados da guerra fria (Fernando Moraes)


Sei que o mundo seria muito melhor se as pessoas parassem mais para ler. Ler o que de fato faz diferença, e não só as dietas do momento, as receitas da Internet, ou o status do Facebook dos colegas.


Então, vou buscar fazer essa diferença em mim. Sem cobranças demais. Só querendo ser mais. :)


Ah, e as pessoas que indico este selo são as seguintes:


1 - Tania Campelo

2 - Katerina Czajkowska
3 - Leonéia Alves
4 - Joira Furquim
5 - Jacqueline Joachim
6 - Carlos Nepoziano
7 - Deanna Ribeiro
8 - Viviane Monteiro
9 - Pat Pordeus
10 - Raquel Lins

E aos demais que quiserem participar sintam-se à vontade. ;)


domingo, 20 de janeiro de 2013

Don't dream it's over

Para começar 2013, uma música, uma inspiração. O sonho de não desistir do que se acredita:




Don't Dream It's Over

Sixpence None The Richer

There is freedom within, there is freedom without
Try to catch the deluge in a paper cup
There's a battle ahead, many battles are lost
But you'll never see the end of the road
While you're traveling with me
Chorus:
Hey now, hey now
Don't dream it's over
Hey now, hey now
When the world comes in
They come, they come
To build a wall between us
We know they won't win
Now i'm towing my car, there's a hole in the roof
My possessions are causing me suspicion but there's no proof
In the paper today tales of war and of waste
But you turn right over to the t.v. page
Chorus:
Hey now, hey now
Don't dream it's over
Hey now, hey now
When the world comes in
They come, they come
To build a wall between us
We know they won't win
Now i'm walking again to the beat of a drum
And i'm counting the steps to the door of your heart
Only shadows ahead barely clearing the roof
Get to know the feeling of liberation and relief
Chorus:
Hey now, hey now
Don't dream it's over
Hey now, hey now
When the world comes in
They come, they come
To build a wall between us
We know they won't win
Chorus (2x):
Hey now, hey now
Don't dream it's over
Hey now, hey now
When the world comes in
Tradução:

Não Sonhe Que Terminou

Há liberdade interior, há liberdade exterior
Tentando recolher o dilúvio dentro de uma taça de papel
Há uma batalha pela frente, muitas batalhas estão perdidas
Mas você nunca verá o fim da estrada
Enquanto estiver viajando comigo

CHORUS
Hey agora, hey agora
Não sonhe que terminou
Hey agora, hey agora

Quando o mundo vem
Eles vêm, eles vêm
Para construir uma parede entre nós
Nós sabemos que eles não vencerão

Agora estou guinchando meu carro, há um buraco no teto
Minhas posses me causam suspeitas mas não há provas
No jornal de hoje há contos da guerra edesperdício
Mas você virá direto para a página da T.V.

CHORUS
Hey agora, hey agora
Não sonhe que terminou
Hey agora, hey agora
Quando o mundo vem
Eles vem, eles vem
Construir uma muralha entre nós
Nós sabemos que eles não vencerão

Agora estou andando mais uma vez ao ritmo de um tambor
E estou contando os passos até a porta do teu coracão
Apenas as sombra a frente mal limpando o teto
Podem sentir a sensacão de liberacão e alívio

Hey agora, hey agora
Não sonhe que terminou
Hey agora, hey agora
Quando o mundo vem
Eles vem, eles vem
Construir uma muralha entre nós
Nós sabemos que eles não vencerão

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Em 2013

Ame


Comece amando-se. É gostoso e faz bem. Depois, passe o amor adiante, mas sem falsidade. Ame de verdade. Não é se tornar um ser submisso fazendo tudo o que o outro quer. É conhecê-lo melhor, respeitando-o por quem ele é, ajudando-o em seu crescimento e deixando claro que o seu objetivo é o bem dele. E nessa boa sintonia as coisas fluem melhor. E você já sabe disso.

Apaixone-se


Tudo bem, não é indo numa cafeteria e escolhendo o primeiro cara simpático ou entrando no Facebook e falando com um amigo seu solteiro e gatinho que você vai se apaixonar. Isso depende de muitas coisas. Sim, apaixonar-se é bem complicado. Ou melhor, complicamos bastante o processo.
O que quero dizer é que se você perceber que tem alguém do qual você gosta muito e que mostra afeto por você de maneira um pouco mais intensa então deixa a vida, ou melhor, a paixão te levar.
E se você for solteira (o) e não tiver ninguém em mente, como eu, não desista! Fixe seu pensamento em coisas boas e deseje apaixonar-se. Afinal, o poder da mente é imensurável.

Descubra o que te faz sorrir


Sorrir faz bem à alma, ao coração e aos músculos da face. Nos energiza e nos torna, até, pessoas melhores, com maiores perspectivas de uma vida menos laboriosa.
Por isso, preste atenção no que te faz sorrir, de verdade, e busque repetir a experiência a cada semana, no mínimo. O ideal seria sorrir diariamente, mas como nem sempre possuímos o tal do tempo não se preocupe em cronometrar risos, senão deixaria de atingir o objetivo prazeroso.

Descubra o que realmente te irrita


A raiva só faz mal para quem sente. É por experiência própria que atesto isso. Em oposição ao riso, ela endurece o coração, queima neurônios e envenena a sua alma. Por isso, é bom saber o que te tira do sério (seja honesta(o) e não inclua na sua lista Sertanejo, Luan Santana ou Calça Saruel, por exemplo, pois há certas coisas que são bem mais imediatas de eliminação).

Aproxime-se de quem faz diferença


O mundo não está perdido. Não existem só pessoas ruins. E estas também não são completamente demônios - mas você não precisa ficar perto delas para descobrir isso. Há pessoas que querem o seu bem. Elas, assim como você, possuem dias de "nãos" e nem sempre vão te entender. Mas quem disse que você é sempre bom e compreensível? Então, dê uma chance às verdadeiras amizades, distinguindo quem, no fritar dos ovos, te ajuda no crescimento diário.

(Consequentemente) Afaste-se de quem te põe para baixo


Ok, ninguém é 100% mau. Mas há seres cujos gênios não foram feitos para dividir espaço com o seu. Então, compreenda que após algumas chances de convivência diplomática (você não precisa ser Gandhi ou Madre Tereza) se ainda perceber que aquela criatura só faz diminuir sua confiança no mundo, então é melhor se afastar. Recomendo evitar desgastes emocionais sempre que possível.

Não passe tanto tempo na Internet (especialmente no Facebook)


Há vida fora das telas do notebook, tablet e Iphone. É muito mais difícil mantermos contato, hoje em dia, com tantas pessoas além do nosso ciclo de vivência no trabalho, na escola ou na família. Mas há gente querendo conversar de verdade, e não apenas pelo chat do Face. É tão melhor demonstrar nossas reações ao vivo do que qualquer emoticon pode expressar. E o contato humano é muito melhor do que com as teclas do computador.
E aos que moram só e longe da família como eu, torço ainda mais pela humanização das relações, pois o isolamento é uma das causas da depressão, o novo mal do século.

Viaje


Tenho um plano de viajar, no máximo, a cada 3 ou 4 meses. Mesmo que seja para passar 7 dias longe de casa. Isso porque conhecer (ou reconhecer) lugares e pessoas é sempre muito revigorante.

(E quando não puder viajar) Saia da rotina


Mude o caminho para o trabalho, a parada do ônibus (se puder), troque de shopping ou de cinema, conheça um novo restaurante, experimente uma nova sobremesa, aprenda um novo idioma ou uma nova habilidade, dê uma repaginada (até sem gastar) no seu visual de vez em quando (sem tirar a essência da qual você gosta). Toda mudança é necessária para o crescimento humano, caso contrário estaríamos pendurados em árvores até agora.

Sonhe


Faça planos para você. Abra a sua mente e renove as suas expectativas com você mesma (o). Mas seja plausível, afinal voar é muito bom nos sonhos, mas se quiser ter mais chances de não se frustrar chegue próximo do plano "impossível" e voe de asa delta. E em hipótese nenhuma deixe alguém frustar os seus sonhos. Ninguém vale a sua frustração!

Acredite mais em você


Não deixe para nenhum cavalheiro (ou super-herói) a sua salvação. A vida não é fácil para ninguém, acredite. Cada um com seus conflitos internos. Porém, o que mais importa é não se deixar levar por qualquer desespero ou decepção. Vivemos numa estrada por vezes esburacada. Preste mais atenção no caminho e afaste-se dos declives. E olhe sempre para frente, enxergando as possibilidades da sua caminhada.

Não tenha preguiça (ou qualquer falta de coragem, como preferir)


O tempo não é curto. Ele é o mesmo de sempre. Afinal, o aquecimento global não derreteu os minutos e com isso eles passaram a valer menos. O que aconteceu foi que você deixou de curtir a vida em nome do trabalho, da família, da pressão da sociedade... enfim, você fez (e faz) o seu tempo. As tarefas podem ser muitas mas você é um (a) só. Até que ponto vale sacrificar um desejo seu em nome da desorganização de sua vida? Se quer algo, organize-se e corra atrás disso! Não há tempo perdido quando se faz algo com a melhor intenção.

Não arranje desculpas


Se o cara sempre tem desculpas que te fazem se sentir péssima, ou se a cabeleireira sempre faz um corte diferente daquele que você quer, ou se seu trabalho não te acrescenta, não acha que está na hora de mudar esse quadro enfadonho e que não vai te levar a lugar algum? Mude o jogo! Para quê insistir no erro? Estamos todos aqui para viver, não é verdade? Não precisamos aceitar tudo o que nos acontece por acreditar num possível carma. Afinal, errar é humano. Persistir no erro é ser masoquista. Se for, está no caminho certo. Caso contrário, dê um fora no cara, troque de salão e mude de departamento (ou de profissão).

Não se exponha (tanto)


Não ter acesso à Internet hoje em dia é, quase, viver na Idade da Pedra. Mas qual o limite entre a sua pessoa e a personagem que está naquela foto bem preparada no seu perfil virtual? Não apenas por uma questão de segurança física, mas também por segurança emocional é importante percebermos que quanto menos revelamos quem somos menos decepções, frustrações e mágoas teremos em nossas vidas. E não apenas no ambiente virtual. Escolha as amizades. E quanto menos "melhores amigos" melhor. Afinal, escolher 1 já não é fácil, imagina pôr uma estrela no Facebook dos 300 ou 400 da sua lista de "amizade".
E não se mostre demais a ninguém! Reserve-se ao direito de ter segredos. Não precisam ser segredos de Estado, mas quanto menos dizemos quem somos mais as pessoas não tentarão controlar a sua vida.
É um impulso natural do ser humano dar palpites. Mas é melhor caminharmos, em muitas situações, com nossas próprias pernas do que com as pernas de pau alheias.



Todo esse leque de conselhos é para mim, em primeira instância.
Mas como passei a acreditar mais no poder dos meus escritos, então compartilho as ideias para um novo ano com os que quiserem buscar uma vida mais válida e prazerosa.

E não levem tão a sério o que escrevi. Não se punam por não conseguirem alcançar tudo o que almejarem.
Falo isso, igualmente, para mim, que sempre costumo puxar minhas orelhas.
Afinal, viver é também errar. E reconhecer um aprendizado no erro é bastante válido.

A todos, muito obrigada pelas visitas neste blog!
E um Feliz 2013, com direito a muitos sorrisos e conquistas positivas!

Acordar

É possível perceber-se acordada após uma série de acontecimentos.

Como numa freada brusca, mas bem atado o cinto de segurança, você, sacudida, repara no redor.

Ele não é mais o mesmo. Não parece haver possibilidade de se ter mais do mesmo.

O mundo girou, a marcha engatou, o pé driblou daquela pedra aparentemente inofensiva, que há algum tempo te feria.

São momentos assim que nos fazem acreditar na vida. E que me fazem ver como o tempo passa independente de meus sonhos. 

Sonhos esses, um tanto pessoais, que me distraíram durante tantos anos e que, aparentemente agora, me incomodam.

Preciso mudar! Quero mudar! Vou mudar? 

Precisamente não posso saber. 

Querer é poder.

Então, percebendo-me de olhos mais abertos, acredito que mudarei.

Desta vez, menos do mesmo.

Assim espero. Ou melhor, assim percebo que quero.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

A esperança e o jovem

Dizem que os jovens são eternamente ansiosos e perdem momentos incríveis por conta de seus desesperos emocionais.

Mas quem nunca achou que poderia viver tudo em um dia, salvar o dia num minuto ou, até mesmo, passar uma borracha nas topadas da vida em segundos?

É incrível sentir as reações dos sentimentos em nossas veias humanas.

Os floreios de uma alegria.
Os nós na garganta.
As borboletas no estômago.
O aperto no peito.

Todos saídos de literaturas universais. Todos passíveis de sentir fora dos alfarrábios admirados.
Todos, no fundo, provocados por uma pesada razão: a expectativa.

O esperar é, por (muitas) vezes, desesperador.
E sem esperança, por certo, não se vive.
"Subvive-se".

A eterna busca pelo eu, pelo outro, pelo eu no outro nos faz humanos. Jovens e angustiados humanos, ouso.

Ou, talvez, até nos aprisione.

A prisão indesejada, em alguns casos, torna-se o lar de muitos solitários.

Mas estamos todos sós, não?

Nascemos sós. (à exceção dos gêmeos e siameses, claro)
Nos criamos sós, basicamente.
Morreremos sós.

Só isso?
Não só!
Em verdade, nunca só!

Somos aquilo que esperamos.
Somos isso mesmo?

Somos como agimos diante da esperança.
É, acho que é isso.

Convencionou-se, aliás, que a esperança é a última que morre.
Entretanto, não podemos deixar morrer todos os outros recursos para podermos chegar nela.

Não podemos exterminar demais prazeres da vida em nome da esperança.
Assim espera-se.
Assim melhor se vive.

Não é nada fácil.
Porém, é mais saudável.

E os poucos neurônios que nos restam, mesmo que meio queimados da ansiedade jovial, nos agradecem.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Sonhos

"Sonhos são como deuses
Quando não se acredita neles, deixam de existir."

Paulinho Moska nos brindou com uma versão do que é sonhar.
'Admito que perdi' tilintou meu ouvido e minh'alma com o poder de criarmos deuses.

Sim! Pois que deuses moldamos.

Alguns de nós usam fôrmas de tamanhos e qualidades diferentes. Umas maiores, outras diminutas.
Há pessoas que nem se arriscam. Outras que riscam por elas e por essas últimas.

Mas o que deveras é o sonho?

Fantasia? Devaneio? Fuga da realidade? Quantas traduções haverá para tamanho mistério das mentes humanas?

Creio nele como uma prova de nossa existência. Algo que nos conecta à vida e à morte (interligando com o texto anterior: Viver para Morrer/ Morrer para Viver).

Uma amarra?
Uma âncora?
É, talvez uma âncora que nos faça lembrar de que somos capazes de voar além, sem esquecer de que os pés devem retornar ao chão.

E o que nos faz sonhar?
Certamente um impulso terrestre nos serve de mola para alcançarmos as estrelas.

Um objeto de consumo?
Uma profissão desejada?
Um certo alguém?

Muitos podem ser os motivos.
Alguns passageiros. Outros cobradores.
Porém, nenhum deles deveria ser causa de autopunição.
Mas acabam sendo.

Frustrações aparecem por sonhos que se afastam.

O tal do tempo e sua fugacidade inexorável.

Vivemos para o tempo. Prendemo-nos ao tempo de viver (no automático) e esquecemos do tempo de sonhar (bem acordados).

Seja uma dança, o desejado trabalho ou a casa própria, a conquista do almejado é sempre muito energizante.

Diria até que sonhar é engrandecer-se.

Pior do que não atingir o alvo é esquecer-se de que podemos renová-lo.

O passado muitas vezes nos prende de tal maneira que olvidamos que a vida se faz no presente.

E o presente, por certo, não nos furta os sonhos. Ele nos presenteia, a cada noite, com novas possibilidades, novas fôrmas.

Infelizmente, medos existem para invadir nossos peitos, algumas horas sem armaduras, e degladiarem os corações despreparados.

O antídoto aos pesadelos é notar a vida fluindo. Sentir ligar a máquina diária da existência e não deixá-la enferrujar, para não acabar quebrada no meio de uma estrada deserta de possibilidades.

É entender que não somos escravos de nossos desejos, e nem dos alheios.

Sonhar é ser. E ser é infinito.

É conquistar-se. É poder.

Mas o poder não corrompe?

O homem se corrompe.

Se autossuborna para, muitas vezes, crer num mundo de niilismos.

E em qual momento podemos acreditar que o sonho pode dar certo?

Receios ocorrerão sempre. Fazem parte da caminhada alguns desequilíbrios esporádicos. Afinal, nossas estradas se pavimentam a cada novo dia.

Ok, mas e quando saber se o sonho é, de fato, possível de sair do mundo das ideias?

Por certo, não receberemos uma notificação disso.

Apenas acordaremos. E quando acordarmos e virmos o 'deus' moldado estaremos prontos para tirá-lo da fôrma, por vezes arranhada e levemente queimada.

Enfim, só não desista de sonhar.
Porque apenas sonhando é que poderemos ser/viver.

domingo, 18 de novembro de 2012

Viver para Morrer / Morrer para Viver

"O que importa é estar vivo antes de morrer".

A frase é do filme (recomendadíssimo) 'Depois de Partir', com Romain Duris e (ele, O ator) John Malkovich.

Viver é prazeroso.
Ser é prazeroso.
E ter consciência disso é mais prazeroso ainda.

A cada dia morremos em horas, em minutos e segundos.
Matamos oportunidades.
Sufocamos desejos.

A cada dia nascemos em horas, em minutos e segundos.
Damos à luz oportunidades.
Respiramos desejos.

Velhas pegadas se apagam.
Estradas cruas em sombras percorremos.
Pneus derrapam na ausência de faróis.

Novas pegadas se imprimem.
Estradas bem pavimentadas percorremos.
Pneus seguem os ritmos na batuta da luz.

Morrer, em seu sentido metafórico, pode ser (e é) prazeroso.
A metáfora ainda persiste quando insinuo a morte como o findar de um capítulo, de uma página.
É preciso morrer para viver.
Figurativamente a morte é fiel ao desenvolvimento da vida.
Sem qualquer intenção cacófona, pleonástica ou paradoxal, viver a vida é também morrê-la aos poucos.

E o que é a morte real?
Um fim, um ponto final.
Não, uma exclamação!
Um espanto necessário.
Uma pausa, mas com reticências...

Em meio à reflexão, sem me alongar, afasto-me de religiosidades.
Pretendo apenas pisar observando caminhos.
Na estrada que me leva a momentos tão repetidamente reflexivos.
Como num livro de autoajuda.
Mas o que é a nossa vida, mais precisamente o nosso dia, senão uma frase, um parágrafo, ou até um capítulo?

Vírgulas são imprescindíveis. Muitas das vezes as ignoramos. Só ponto. Ponto. E ponto.
São tantas as regras, tantos os conhecimentos a serem postos em prática.
Tantas revisões a serem feitas.
E quem disse que não podemos revisar a vida?

Revisá-la é sempre preciso.
Mas não se fixe às regras.
Observe as exceções.
Monte neologismos.
E deixe os acadêmicos se esgoelarem pelo cumprimento das leis gramaticais.

Afinal, é preciso também matar algumas regras para se viver.

Visto que antes de morrer (em carne) é preciso viver (em pele, osso e alma).

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Consulta médica (sobre o fim dos tempos?)

Endie: Doutor, ando muito arretada com muita coisa ao meu redor.

Médico: O que exatamente, minha filha?

Endie: Ah, sabe, o mundo não é tão legal assim quando a gente se aproxima mais dele.

Médico: Explique melhor.

Endie: Não consigo acreditar no fato de que a minha felicidade ou até minha simpatia podem afetar pessoas ao meu redor de tal maneira que passam a querer, a qualquer custo, me tirar de um pedestal no qual eles próprios me colocaram.

Médico: Hum

Endie: E eu nem gosto de alturas, doutor!

Médico: E esses 1,74m?

Endie: Ah, dessa altura eu nunca abri mão. Sabe como é: pra sustentar essa moça aqui, cheia de criatividade, otimismo (tá se rachando, mas não se esvairá nunca!), simpatia e autoconfiança, menos do que 1,74m não seria suficiente.

Médico: Eis uma verdade.

Endie: Mas, doutor, qual a prescrição médica pra minhas desilusões neste mundo de meu Deus?

Médico: Minha filha, a solução não é fácil. Afinal, remédio para não passar por decepções ainda não existe. Mas, pra você, tenho uma receita perfeita.

Endie: Qual?

Médico: Música! Muita música boa e de qualidade. Ah, mas só funcionará com uma condição.

Endie: ... [cara de espera, com as sombrancelhas arqueadas]

Médico: Só se você cantá-las. Aí seu coração vai ter uma dose de recarga suficiente para aguentar mais trancos da vida.

Endie: Poxa, muito obrigada, doutor. E quanto lhe devo pela consulta?

Médico: Uma canção.

E ela cantou "Somewhere only we know" com a alma meio capenga, mas com o coração renovado após se energizar com o poder da música.